terça-feira, 14 de Outubro de 2014

Dia 2 - Papeete


Acordei às 5h da manhã. Maldito jetlag. Não importa. O que importa é que estou super feliz, sou tratada que nem uma princesa por todos e desfruto do meu barco sob uma perspectiva totalmente diferente. Creio que nunca conseguiria voltar a trabalhar aqui... Não como international hostess.
É engraçado que vou passando pelos hóspedes, que entraram ontem, e vou sorrindo e baixando a cabeça. É quase impossível depois de 6 meses a cumprimentar toda a gente não o fazer agora e, além do mais, quando não estou sozinha estou com o comandante, por isso, acabo por fazer um pouco o papel de primeira dama do barco. Diga-se de passagem, que acho o máximo!������
Depois da minha aurora tão cedo, fui fazer uma caminhada já o sol queimava, pelas 7h da manhã. Voltei e tomei um duche e esperei para irmos tomar o pequeno almoço. Que maravilha! Tudo o que gosto, ovos mexidos, cogumelos, queijo, fruta... 
Fui um pouco até à piscina à espera da Mo para irmos à  café D ter wifi. Fomos. Voltei para o meu comandante meia hora depois. Fomos passear e às compras. Tudo caríssimo! Um mero íman custa 8$... ainda assim comprámos páreos. Um para mim, mais dois para as sobrinhas dele.
Viemos almoçar ao barco. Dormi a sesta, ou tentei, vá...
Fui até à esplanada, chegou o momento do Taste of things to come. Fui ver. Jantámos cedíssimo depois de um champanhe no bar. Às 21:30h já dormia profundamente e, claro, agora estou acordada desde as 4:30h...
Chegamos às 7h a Huhaine, society islands e os planos são imensos...
Baci!!

Dia 1 - Papeete


Cheguei depois de 30 horas enfiada em aviões e aeroportos, mas nem o meu pavor a voar abalou a minha tranquilidade. 
Quando cheguei ao aeroporto já tinha o transfere à minha espera, o meu nome num quadro branco e um colar de flores ao pescoço quase sem dar por ela. No mesmo taxi entrou um holandês muito bem posto, por sinal, que foi levado ao Hotel Intercontinental de 5*****. Eu segui para o meu humilde 2**, onde tinha reservado um "day room", conceito que existe hoje para quem tem um layover, como eu que tinha de esperar entre as 5h e as 21h. A minha escolha não podia ter sido melhor. Fui super bem tratada e, entre banho de mar e piscina, um hambúrguer de peixe e umas cochiladas no quarto, chegaram finalmente as 20:30h, hora em que me toca o telefone e do outro lado surge a voz de quem me proporcionou estas que serão, sem dúvida, as primeiras das melhores férias da minha vida...



terça-feira, 7 de Outubro de 2014

Finalmente Férias e bem Merecidas :)

Pois é, cheguei do barco e volto para o barco, e só no espaço de um mês. Mas não, não se trata de trabalho, trata-se de umas férias bem merecidas e da oportunidade de voltar a encontrar 2 pessoas que me dizem muito. É o destino de sonho de muitos, as férias de uma vida de outros, e toda a gente se rói de inveja, uma inveja da boa, como dizem. Para mim é apenas um destino de luxo, para o qual fui convidada e tenho a certeza de que gostarei, mas não é mais do que a oportunidade de relaxar a 100% sem pensar em nada. Estou eternamente grata à pessoa que me proporcionou tudo isto e satisfeita por me ver a enfrentar 30 horas de viagem sabendo o quão desconfortável é para mim enfiar-me num.
Levo ainda na bagagem a certeza de que quando voltar tenho emprego. Há lá melhores férias do que estas?
Com um friozinho na barriga, dar-vos-ei conta no blog desta minha aventura, começando pelo fim da minha vida no barco durante seis meses, isto é, esta viagem é o resultado destes seis meses e por isso começo pelo fim, sendo que o que está para trás há-de vir a seu tempo.
Parto sexta-feira. A mala está quase feita, carregadinha de toiletes lindíssimas e chiques a valer. É um pesadelo fazer uma mala de férias para 3 semanas com limite de peso. Apostei mais na roupa do que nos sapatos, biquínis levo uns 20, páreos e vestidos fluidos é o que não falta. Um chapéu, 2 carteiras ao tiracolo, uma carteira mais formal para noites a bordo e muito entusiasmo.

Fica a nota dos preparativos:

sábado, 2 de Agosto de 2014

Seward: porto tranquilo, Ak.




Seward marca o km 0 do famoso Idiatarod Trail. É o meu porto favorito. Talvez porque somos os únicos, porque não há burburinho de turistas, lojas de souvenirs de porta em porta, e porque é o único dia que me deixo levar pela paz da paisagem, da tranquilidade deixada para trás por um comboio que parte bem cedo e só regressa ao fim do dia. Refiro-me naturalmente à partida e chegada dos hóspedes.
Tenho quase o dia todo para mim e, em vez de partir à descoberta de glaciares, baleias, ou halibutes, faço caminhadas pela pacata cidade.
Delicio-me com o cheiro a maresia mal saio do barco. Só neste porto o sinto.
Deixo o porto ficar para trás e vou.
Entro pela lota, mínima, que à frente tem um restaurante onde posso pesar o peixe para o meu almoço.Delicio-me com a sua frescura.
Depois, está na altura de visitar as lojinhas que, na sua maioria, têm um cunho ambiental.
A minha loja favorita do Alasca está aqui. Foi aqui que comprei o meu fio com a barbatana de baleia, e os panos da loiça para a minha cozinha com as espécies de baleias que aparecem por aqui no verão.
Há uma outra loja com t-shirts singulares, algodão macio e que glorifica os animais da região.
Há espaço para encontros fabulosos com uma fauna impossível de encontrar por paragens nossas, e ainda para algumas macacadas.
Está na hora de regressar. Deixo para trás uma marina calma, e na alma levo um dia bem diferente do normal. É bom vir a Seward, onde vou voltar apenas mais  duas vezes.

sábado, 26 de Julho de 2014

Ketchikan - Capital do Salmão, Ak.




A previsão meteorológica de “Chuviscos” é a que podemos esperar na pequena cidade de Ketchikan, a aclamada capital do salmão. Pleno Julho, supõe-se que seja o pico do verão. Chove em viés sem parar. Ainda assim, façamos jus à cidade que tem paisagens de nos fazer cair o queixo, está pejada de vida selvagem, e vive da sua cultura pesqueira. Ketchikan fica na ponta da entrada da famosa Inside Passage do Alasca e, quer para qualquer fotógrafo de trazer por casa como eu, ou para o fotógrafo profissional, tem a paisagem de sonho, seja pelos monumentos naturais como os Misty Fjords, ou lagos tão azuis que ferem os nossos olhos, acompanhados de montanhas cujos picos estão cobertos de neve e formam coroas magníficas de um branco imaculado. Se por acaso o sol espreitar e esta paisagem não estiver toldada pela neblina, o cenário causa-nos uma sensão de deslumbre tamanho que até eu, uma rapariga de cidade, fico pasmada.

Foi aqui que comi a melhor bagel do mundo com queijo creme e salmão fumado.
Aqui fiz também uma viagem pela Tongass National Forest, pendurada numa roldana, deslizando pelos cordões que nos levam de árvore em árvore. Esta floresta tropical arregalou-me os olhos. Nunca tinha visto nada igual. Do chão saem abetos e cedros seculares que, com as intempéries, acabam por ser atirados ao chão e exibem as suas raízes que por ali ficam desordenadas, por entre variadíssimas espécies de musgo. Os tons de verde são imensos e sente-se o ar puro de uma natureza que parece abandonada. Mas não. Este tapete natural convive com quedas de água de onde saltam salmões, ursos esfomeados que procuram frutos silvestres e salmão em riachos, e pássaros de mais de 250 espécies.

A pescaria de água salgada é uma das maiores atracções e, para quem gosta, são inúmeros os retiros, lodgings e resorts que proporcionam espantosas aventuras ao ar livre, refeições magníficas e alojamento com conforto. Fui fazer uma refeição a um deles. Pelo caminho, num barco rápido, outrora da guarda costeira, vi como as águias enormes, de cabeça rapada, rapinavam os céus rumo à água, em busca de mais um peixe para a refeição. São lindas e nunca me tinha apercebido do seu tamanho.
Foi aqui que descobri o halibute. Isso. O peixe de que é feito o creme que tão bem conhecemos, mas segundo tenho na ideia, não é prato que costume constar das nossas mesas. Provei no restaurante do meu barco. É simplesmente delicioso.
Fui no barco que dantes atravessava o Bering Sea à pesca de caranguejo. Aqui mostraram-nos todos os passos da pesca em alto mar e, depois, ainda nos presentearam com uma pequena caixinha para o almoço.

Faltam-me os Totems. Lá chegarei. Afinal, tenho mais sete semanas no Alasca.  

segunda-feira, 9 de Junho de 2014

Skagway


Skagway parece tirada de um filme. Casinhas de madeira, pessoas que passeiam e parecem distantes. 


sábado, 18 de Janeiro de 2014

If The Shoe Fits... Ft. Sarah Jessica Parker

Necessidade imperativa de voltar a blogar...

Aqui fica o esboço de uma lista de músicas que me dizem muito. Cada uma delas tem uma ligação a um acontecimento passado, traz-me memórias de momentos inesquecíveis, faz-me lembrar pessoas e situações, ou simplesmente soou bem aos ouvidos num determinado momento... Espero que esta little playlist sirva de inspiração para novos posts, cheios de coisas boas, coisas bonitas, optimismo, enfim, de tudo aquilo e eu e vocês gostamos.


terça-feira, 29 de Outubro de 2013

Bags... My, oh my... And watches...

Acho que finalmente me decidi pela marca de malas preferida, ou uma das... Vi hoje um modelo ao qual não resisto. Quer dizer, bom, claro que resisto, mas só porque não me apetece gastar 1450€.
Tchanannnnn
Del Rey 
SURC101, GOLD BUMP

quinta-feira, 5 de Setembro de 2013

11 Palavras intraduzíveis (para o inglês)

Hoje perguntaram-me pelo me blog e lá veio a resposta do costume "Não tenho tido tempo..." A verdade é que, além de pouco tempo para coisas de que tanto gosto, é verão! Verão! É praia nos bocadinhos livres, é aproveitar o calor da noite na rua, é sentir o cheiro das peles morenas...
Ainda assim, o post que se segue não podia deixar de fazer parte deste registo que há de ficar para sempre. São ilustrações de palavras intraduzíveis, pelo menos para o inglês, de Ella Frances Sanders.
untranslatable words waldeinsamkeit

untranslatable words culaccino

untranslatable words iktsuarpok

untranslatable words komorebi

untranslatable words pochemuchka

untranslatable words sobremesa

untranslatable words dépaysement

untranslatable words mångata

domingo, 11 de Agosto de 2013

Portuguese Sayings

Ando aqui deliciada com a página Portuguese Sayings do Facebook simplemente porque me faz soltar uma pequena gargalhada logo pela manhã, ou rasgar um bocadinho os lábios.
Como sou tradutora, e mesmo que não fosse aconteceria o mesmo, ainda me dá maior gozo tanto disparate.
Ficam aqui alguns dos mais engraçados:








Para mais é verem https://www.facebook.com/PortugueseSayings

Sartolialist - Good Luck or Good Work?

Hoje estão 25º e o céu ainda não abriu. A manhã está perfeita para me perder pela blogosfera entre fotografias e ideias. 
Apetece-me fazer uma viagem ao street style do Scott Schuman. Já vi a exposição permanente em Londres, no Victoria & Albert Museum, e só gostei mais ou menos. O senhor é super famoso, trabalha para tudo o que é marca grande, mas estas fotografias instantâneas, de rua, não me convencem... Tenho a dizer que eu não faria pior... Se sou até uma rapariga jeitosa para fazer qualquer trabalho manual, sou péssima a fotografar, não tenho mesmo queda nenhuma. Nunca acerto nos ângulos nem nos momentos, nunca acerto na luz, e tal e tal. Algumas fotografias do Scott são um bocadinho parecidas com as minhas, daí até me identificar com o trabalho dele e lançar aqui um bocadinho de veneno. 

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quarta-feira, 7 de Agosto de 2013

Hoje pude confirmar que deixei de ter jeito para pintar as unhas! Fui comprar o meu tão aguardao verniz laranja e só fiz disparates!...

quinta-feira, 25 de Julho de 2013

o blog parado, mas não esquecido

Ora, ao que me parece, para ser blogger é preciso tempo e vontade de escrever, pesquisar, reportar, aconselhar, indicar, manifestar e uma infinidade de verbos acabados em 'ar'.

Quando comecei este blog, tinha isto tudo e, ainda, os outros verbos. Foi após um episódio difícil da minha vida, a entrada num novo emprego temporário, onde pouco ou nada fazia, e era verão. 
Nessa altura, e hoje não é diferente, apetecia-me falar sobre os temas que tantas vezes falamos em conversas de café, mostrar coisas que namoriscava, fazer sugestões de pechinchas (que adoro), etc e tal.

Entristece-me agora que me faltem alguns verbos desta ação. Adoro blogar, adoro escrever, e adorava poder partilhar uma série de coisas que me passam pela cabeça e me vão na alma, todos os dias, sem exceção.

Contudo, e porque é mesmo preciso avançar páginas, ando estafada e não consigo sequer visitar outros blogs. Afinal, a profissão de tradutora e o hobby de blogger não são muito compatíveis... Ora me doem os dedos, ora estou arrasada dos olhos, ou farta do computador. Também costumo ter dores de costas e há mesmo alturas em que a minha cabeça já puxou tanto, mas tanto, que a sinto, literalmente a deitar fumo.

Depois, e não menos importante, há um sentimento de culpa. O meu diabinho - ou será o anjinho? Bom, um deles aponta-me o dedo e diz: "Olha lá, não acabas o capítulo e estás aqui a pavonear-te na net? Olha que amanhã não vais ter tempo de o acabar!" E assim sou assolada pelo cansaço, pelo terror de falhar prazos (de que muito me orgulho de cumprir), pela inquietude de não saber se hei de ir a correr para a cama, se hei de continuar a trabalhar, ou escrever...

Hoje recebi um dos emails mais bonitos que alguém me enviou. Deu-me coragem para escrever este texto e voltar ao meu querido blog, há tantos dias esquecido. Vou pôr aqui algumas passagens, enternecida pelo modo como alguém, que me conhece há tão pouco tempo, fez uma análise tão certeira de mim. E o melhor, o melhor é pensar que este foi, efetivamente, o tratamento que lhe dei, caso contrário, não teria recebido tamanho espicho:

"Wow - when you get to work, you really get to work!...
...
once again you surprise and impress, Ana! I shouldn't be surprised to find that you are a wonderful daughter as well as being lovely and talented :)...

Thank YOU, Ana for all your work, and for including me in this...